domingo, 17 de fevereiro de 2013

Adotando a Evangelização de Espíritos II

Quais os efeitos das mudanças implementadas no Lar Espírita Chico Xavier, sob inspiração da Evangelização de Espíritos? Com essa pergunta encerramos o texto anterior e com ela começamos este. As consequências têm sido muitas e profundas, na medida em que se trata de um processo gradual que se desenvolve desde meados de 2011.

Após um ano e meio de estudos e reflexões em torno da proposta de Eurípedes para a educação do Ser Espiritual, de pequenas experiências realizadas em todos os setores da casa com base na metodologia, o que mais mudou foi a percepção de cada trabalhador do Lar envolvido com a Evangelização sobre si mesmo.

Depois de reiterados estímulos para nos habituarmos a uma percepção mais clara sobre nós mesmos, não se poderia esperar menos do que um razoável amadurecimento da capacidade de refletir sobre si, por parte dos participantes dos encontros.

Ora, quem reflete mais e melhor sobre si não demora a compreender mais claramente suas necessidades e seus compromissos espirituais. E, mais dia, menos dia, parte da compreensão para a ação comprometida com seus propósitos reencarnatórios.

Assim é que temos visto, com indescritível alegria, tímidos trabalhadores da casa fazendo e compartilhando reflexões maduras sobre suas próprias dificuldades, em nossos círculos de estudos evangélicos, revelando firme compromisso de trabalhar esses entraves sob a condução amorosa de Eurípedes. Mais do que isso, esses trabalhadores vêm se revelando dedicados evangelizadores de Espíritos à frente dos nossos estudos de quarta-feira, que têm substituído a antiga atividade no formato de palestra.

Dessa forma, nas duas últimas quartas-feiras, a dupla responsável pelo estudo sobre Tolerância, além de partilhar com franqueza e maturidade suas dificuldades e conquistas na busca por vivenciar a tolerância, se serviu de dois importantes recursos propostos pela Evangelização de Espíritos para estimular os participantes a refletir acerca do tema. No primeiro dia, fomos todos convidados a sair do salão para nos sentarmos em círculo ao ar livre, ao lado de uma aceroleira e de uma espirradeira que cresceram juntas - melhor ainda, entrelaçadas - em nosso jardim.

Toda a reflexão da noite, feita de forma gradual e participativa, foi suscitada pela observação detida dessas árvores, tão diferentes entre si, que, apesar das diferenças, se desenvolveram tolerando-se e apoiando-se mutuamente. Já no segundo dia, que transcorreu da mesma forma, o estímulo foi a música. Em particular, uma extraordinária canção de Rodrigo Marçal e Tarcízio Francisco, intitulada Eu e o Outro, que você confere abaixo:



Será que essa canção, em especial sua belíssima letra, tem algo a nos dizer sobre Tolerância? Durante o estudo da última quarta-feira, sob a condução de nossas evangelizadoras, Eu e o Outro serviu de fio condutor para pensarmos a tolerância a partir da nossa dificuldade de enxergar com clareza o outro e o mundo à nossa volta, fechados que estamos há milênios no egoísmo doente. Cada um, é claro, refletindo sobre a (in)tolerância que há em si, e compartilhando com os demais o que se sentia à vontade para exteriorizar. Para saber mais sobre como está estruturado este trabalho que desenvolvemos às quartas no Lar Espírita Chico Xavier, clique aqui.

6 comentários:

DE TUDO UM POUCO disse...

Adorei o texto realmente precisamos estudar muito para aprendermos a ser maaaiiisss tolerante.
Tolerancia em varios assuntos.
Olha e sobre os Estudos adorei as fotos fiquei com saudades dos meus estudos, pois, o Centro em que Eu participava esta chegado pois, os Médiuns não sabem principalmente viver em união. Muito triste.
Mas parabéns pelo trabalho.

Que Deus guie vocês e o Euripides.

Allan Denizard disse...

Querido, gostaria que você abordasse um pouco melhor sobre a questão da culpa. Porque eu temo que com tanta refleXão sobre o quanto não somos o que deveríamos ser, isso não descambe em um discurso de "mea culpa, mea culpa, mea máxima culpa".

monoca disse...

Ei Romário, que alegria perceber o quanto estamos trabalhando para estarmos melhores diante desta encarnação!
Veja o capítulo 163 de Fonte Viva, o capítulo 107 de Vinha de Luz. O capítulo 71 do Pão Nosso ajuda a não termos tanto o sentimento de culpa, como a questão postada pelo Allan.

Bjs e saudade de vocês. Simone (BH)

Allan disse...

Então, amigos, vi as passagens acima que se resumem assim: 167 Fonte viva: Tolerancia. A harmonia do trabalho em suportando-nos uns aos outros; 107 Vinha de Luz: Joio. O mal que é permitido crescer junto ao bem, o tempo de cada um crescer e se trnasformar, as dores que advém da insistência no mal; 71 Pão Nosso: Sacudir o pó. Não permanecer em discussões vãs com os que não aceitam a sua pregação do bem. Prosseguir alegremente. Não vi onde esses textos nos ajudam na busca do crescer sem culpa. A culpa como sentimento de rejeição de si mesmo, de sofrimento por sermos os imperfeitos que somos. Se vc pudesse se dedicar a falar sobre isso, eu apreciaria.


Espírito de Arte disse...

Eis um comentário sobre o tema: http://espiritodearte.blogspot.com.br/2013/02/e-quando-vem-culpa.html

Lina Pereira disse...

Muito boa a iniciativa de educação do espírito dessa casa Espírita.
Temos muitos livros na prática pedagógica mais pouco utilizamos e colocamos em ação.
No movimento espírita existe muitas casas que ainda esta nos fenômenos espirituais e pouco se capacitando em como passar esses fenômenos ao outro (frequentador ou trabalhador) entender melhor esses fenômenos.
Acredito muito que essa pratica pedagógica pode ser aplicada em todos os estudos possíveis que ocorrem em nossas casas, acreditando muito no ensino-meta-aprendizagem melhor para todos.